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PRÁXIS - COLETIVO DE EDUCAÇÃO POPULAR |
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Mercantilização da Extensão Universitária
A UFSM apesar de seu papel como instituição federal pública de educação vem demonstrando, através da medida de permuta do prédio de apoio, pouco caso a respeito do ensino, pesquisa e extensão. Esses que são, pelo menos, itens básicos de sustentação de uma instituição que se reconhece por Universidade. Presenciamos atualmente uma forte crise da Educação Brasileira, que cada vez mais fica distante de beneficiar a sociedade e tornar-se transformadora, libertadora, ou seja, popular. Nossa Educação está obedecendo às regras do mercado e esquecendo de formar cidadãos. Por isso os cursinhos populares Práxis e Alternativa tentam construir uma nova forma de Educação, respeitando as diversidades, valorizando o indivíduo e orientando-o a ter mais consciência da realidade. No entanto, precisamos somar forças e para isso é necessário que a Universidade também esteja do nosso lado na transformação, lutando por uma educação de sujeitos ativos e não receptores passivos. O Pré-Vestibular Popular Alternativa constitui-se em um projeto de extensão da UFSM e tem por objetivo principal, oferecer uma preparação para ingresso no ensino superior a pessoas de baixa renda. Seu diferencial em relação aos outros pré-vestibulares é de proporcionar aos estudantes, atividades extras que contribuam para construção da cidadania e construir uma reflexão crítica da sociedade atual. Neste ano, o projeto conta com uma verba do governo federal – Ministério da Educação (MEC) – através do Programa Inovador de Cursos; por meio deste, já estão sendo realizadas algumas oficinas com os estudantes e educadores do projeto, e ainda estão previstas outras varias atividades, dentre elas, duas viagens de estudos. Alem disso, o projeto tem como outro objetivo, oportunizar os estudantes de graduação e pós-graduação da UFSM o contato com a sociedade, exercendo as atividades que são expostas teoricamente em sala de aula; podendo estudantes de diversos cursos colaborar como o projeto. É desta maneira que compreendemos o quão necessário é esta atividade de extensão, este contato da universidade com a comunidade o quanto é fundamental manter o espaço físico do Prédio de Apoio para melhor desenvolvimento deste tipo de atividade. Outro projeto de extensão da nossa universidade que atua também no segmento educacional é o Práxis Pré-Vestibular Popular. As atividades realizadas nesse coletivo de educação tem como plataforma básica a preparação de trabalhadores e filhos desses para as provas dos vestibulares de Santa Maria. Esse projeto extensionista funciona no 4° andar do prédio de Apoio Didático e Comunitário da UFSM, localizado na rua Floriano Peixoto, ao lado da Secretaria de Saúde. No Práxis, além das aulas voltadas para o vestibular, são desenvolvidas também atividades extra classe, como: Oficina de Economia Solidária, onde são confeccionados produtos de chocolate (alfajores, bombons) para ajudar na compra de vale transportes de alguns educadores e educandos do projeto e um Teatro Popular, na qual são realizadas peças que encenam obras indicadas para o vestibular da UFSM. Nesse espaço existe também salas interdisciplinares onde são desenvolvidas atividades em conjunto com as disciplinas (levando em consideração que a prova do vestibular da UFSM é articulada dessa forma com os diversos conjuntos de conteúdos) e uma biblioteca popular, que comporta diversas obras literárias, sendo que a maioria delas foram doadas pela população santamariense, que compreende muito bem a importância do projeto. No Práxis funciona também um arquivo de movimentos sociais, onde são arquivados diversos panfletos e informativos relacionados ao movimento sindical, estudantil, de luta por terra, por moradia, entre outros. Segundo o artigo 207 da Constituição Brasileira, “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.” É com base nesse artigo que as universidades brasileiras mantém esse tripé tão essencial para a consolidação de uma educação de qualidade e socialmente comprometida com a demanda social. A extensão universitária é uma forma de ampliar a relação universidade-comunidade. Essa relação deve ser entendida como fator principal na questão do aprimoramento das pesquisas científicas voltadas ao cotidiano das pessoas. É com essa relação estreitada que os estudantes universitários se sensibilizam e compreendem a verdadeira função da universidade, que é a construção de um instrumento educacional que dialogue com a comunidade na qual está inserida, de forma a contribuir e, principalmente, respeitar as individualidades culturais existentes em cada setor dessa população. Esse envolvimento do setor universitário com as mais diversas camadas populares contribuem no sentido de sociabilizar o conhecimento aprendido na faculdade e fazer com que os futuros profissionais conheçam a realidade existente, rompendo os “muros” institucionais das universidades. Com essa preocupação, é que nós defendemos a luta por uma universidade pública e verdadeiramente comprometida com a realidade social de nosso país. Logo, somos contra a venda do prédio de Apoio Didático e Comunitário da UFSM, pois compreendemos que sem esse importante “braço” da nossa universidade, esses projetos populares e construtores de indivíduos politicamente comprometidos não poderiam existir de forma a atuar como membros efetivos na tarefa de construir uma educação libertadora, popular e democrática.
Provérbio chinês de 4 mil anos A.C. “Se decoro, esqueço, se vejo, lembro-me se faço, aprendo.”
Escrito por PRÁXS- COLETIVO DE EDUCAÇÃO às 15h27
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Caros amigos do Práxis!
Parabenizo pela iniciativa de um evento de formação de educadores. Tal iniciativa dá continuidade a um esforço que foi empreendido no início desse ano (21,22, 23 e 24 de janeiro) quando da realização do Seminário das Licenciaturas, que contou com a participação do Práxis Coletivo de Educação Popular.
Como foi escrito no texto sobre o Seminário, "os estudantes das licenciaturas vão começar a pensar e a agir mais incisivamente na sua formação. Novos encontros e iniciativas autônomas possivelmente virão, e isto é imprescindível na construção do repensar dos currículos de licenciaturas da UFSM, com vistas à construção de um perfil de educador mais comprometido com a transformação social".
Eu farei um grande esforço para participar desse evento, mas receio que ele coincida com o Congresso Internacional de Educação Popular, no qual inscrevi um artigo. Mas de qualquer forma, adianto que todos os temas de debate apresentados me interessam, e em especial o tema "Reinventar o Pré-Vestibular: o desafio dos pré-vestibulares populares".
Este tema me chama atenção em especial por que converge com um debate que se inicia na UFSM sobre a reserva de vagas para egressos de escolas públicas. Sobre tal assunto, a Diretoria da Casa do Estudante II e o Diretório Acadêmico da Geografia, dos quais faço parte, já iniciaram, bem como as demais entidades de base participantes do Conselho de Entidades de Base da UFSM, a formulação de propostas.
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Desta forma, nas próximas semanas, estão previstas Assembléias na Casa do Estudante e no Curso de Geografia tendo como tema as cotas na UFSM. Para as assembléias, a Diretoria da Casa está praticamente com uma proposta formulada, que será colocada em apreciação para os moradores. Na Geografia, o debate está mais indefinido. Vou aqui apresentar a proposta que está sendo formulada na Diretoria da Casa.
Escrito por PRÁXS- COLETIVO DE EDUCAÇÃO às 11h50
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(continuação...)
Nossa proposta enquanto Diretoria da Casa, que será apresentada na Assembléia de Moradores, é a seguinte: queremos 50% de reserva de vagas para estudantes egressos de escola pública em todos os cursos da UFSM, com discriminação, dentro dessas vagas, para um percentual de cota definida para negros e indígenas segundo a proporcionalidade de representação dessas etnias definida para a nossa região no IBGE.
Defendemos essa proposta por que queremos que estudantes de escola pública tenham acesso a todos os campos de saber universitário, incluindo os cursos considerados "de elite", como medicina, odontologia, direito, engenharia, etc. Também acreditamos na necessidade de inserir na Universidade estudantes negros e indígenas em função de as mesmas etnias não se fazerem representadas em número considerável mesmo nos espaços mais "pobres" da Universidade, como a Casa do Estudante por exemplo. Concordamos com o Movimento negro, portanto, que reivindica a necessidade de que essas etnias possam ser protagonistas na construção do saber em nível universitário.
Por isso, no nosso entendimento, o desafio que se coloca para os pré-vestibulares populares é aprofundar o conceito de universidade pública, conferindo a ela um caráter
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popular. E para que ela possa aceitar esse desafio, cumpre assumir como sua a tarefa de erguer a bandeira de 50% de vagas em todos os cursos para estudantes egressos das escolas públicas, considerando cota correspondente para negros e indígenas, segundo dados de composição étnica do IBGE.
Farei um grande esforço para estar presente ao evento para que possamos discutir melhor esses e alguns outros pontos de nossa proposta. Mas se eu não puder ir, deixo aqui registrado minha contribuição para o debate. Agora, muito mais é preciso ser discutido, pois o acesso não pode vir dissociado da permanência. Mas isso a gente discute em outro momento. Um grande abraço e - espero - até o evento.
Igor Pereira
Diretoria da CEU II - UFSM
Escrito por PRÁXS- COLETIVO DE EDUCAÇÃO às 12h25
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PRÁXIS : TRABALHADORES E ESTUDANTES CONSTRUINDO UMA EXPERIÊNCIA DE Educação Popular.
Íris de Carvalho (Educadora e integrante da coordenação do Práxis)

irisdecarvalho@yahoo.com.br
O Práxis Coletivo de Educação Popular é um projeto de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Santa Maria que à cinco anos vem desenvolvendo um trabalhado na área de formação de educadores populares e se constituindo como o maior projeto de extensão dirigido especificamente às licenciaturas desta universidade.
A organização do coletivo teve origem a partir de um grupo de estudantes engajados no movimento estudantil dessa cidade que sentiam a necessidade de constituir/construir um espaço de militância plural e de resistência dentro da universidade frente aos avanços neoliberais das políticas educacionais. Esse coletivo via e hoje não acontece de forma diferente, a necessidade de integrar o movimento estudantil à luta dos movimentos sociais às pautas internacionais de emancipação das classes trabalhadoras. Neste sentido, constitui-se o Práxis Coletivo de Educação Popular, um projeto com vários desdobramentos políticos, e que encontra no Pré-Vestibular Popular a mais saliente manifestação de seu trabalho.
O Práxis Pré-Vestibular busca direcionar a formação acadêmica para a prática da educação popular, a luta pela reafirmação de uma cidadania emancipatória estruturado num plano político pedagógico alternativo e de caráter libertário, articulado com a resignificação do ensino superior e da educação popular para educadores (acadêmicos em formação) e educandos.
Escrito por PRÁXS- COLETIVO DE EDUCAÇÃO às 12h17
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O PRAXIS ENQUANTO MOVIMENTO SOCIAL
MARCELO NORIEGA PIRES
Educador e memro da coordenação do Práxis
Construído através da iniciativa de significante parcela do movimento estudantil da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que se mostrava disposta a discutir novas alternativas de educação, e consequentemente o papel de educandos e educadores na sociedade, o Práxis - Coletivo de Educação Popular tem se tornado um espaço de ensino, pesquisa e extensão voltado para construção de uma forma auto – gestionária de organização dos trabalhadores. Dentro deste quadro de formação democrático devemos ressaltar também a presença de grupos com os mais diversos objetivos interagindo entre si buscando o aperfeiçoamento na construção de projetos de excelência de ensino, pesquisa e extensão. Por conseqüência desde a sua criação o Práxis vem se constituindo como pólo de convergência e de diálogo entre inúmeros projetos que visam aglutinar trabalhadores nas suas mais diversas formas buscando novas formas para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. No decorrer de mais de meia década de existência o Práxis atuou principalmente na construção e consolidação das propostas oriundas do Fórum Social Mundial principalmente no ano de 2004. Onde o coletivo construiu juntamente com amplos setores de diversos movimentos sociais de Santa Maria e região atuando de forma consciente e responsável perante os mesmos, cabendo destaque a atuação na construção do Pré-Fórum bem como na construção posterior do Pró-Fórum no referido ano.

Ao constituir-se enquanto movimento social, o Práxis contribui ativamente na construção da coordenação dos movimentos sociais (CMS) Constituindo-se num dos seus membros mais efetivos, prova disso foi a atuação no grito dos excluídos e também na campanha por um melhor transporte público em Santa Maria e região. Além disso, o coletivo tem pautado enquanto projeto de ensino, pesquisa e extensão a construção do arquivo dos movimentos sociais espaço que possibilitará a aglutinação de materiais que congreguem em um espaço determinado parte considerável de tudo àquilo que foi construído pelos mais diversos movimentos organizados em Santa Maria e região. A aglutinação desse material em um espaço determinado possibilitará á todo pesquisador interessado o acesso a materiais que normalmente tem seu acesso restrito ou deveras fragmentado. Através desse acesso será possível reconstruir toda uma história dessas formas de organização resgatando elementos de suas metodologias, objetivos e formas de atuação transformando-se um interessante objeto de estudo. Além disso, o coletivo tem cada vez mais ampliado o leque de discussões com as mais diversas formas de organização dos trabalhadores, nas suas ações mais recentes o Práxis tem pautado inclusive discussões acerca de novas formas de gestão tendo inclusive participação em eventos promovidos por setores do meio acadêmico, como por exemplo, podemos citar a participação em projetos como o “Repensar a Universidade” promovido conjuntamente com DCE e SEDUFSM podemos citar também a participação do projeto em eventos como a “Semana da Calourada” evento promovido pelo Diretório Central de Estudantes da UFSM.
Escrito por PRÁXS- COLETIVO DE EDUCAÇÃO às 12h13
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